segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Planos em Poema

Planos em Poema (eu e ela no futuro) 

Eu me pego aqui sentado, fazendo grandes planos:
Te tomar pela mão para irmos ver o pôr do sol
Porque ele é para nós dois, num mundo todo nosso.

Ter uma rede na varanda
E um jardim com um balanço.
Curtir as tardes de descanso, admirando o céu azul,
Sentindo o cheiro doce dos jasmins.

Trilhar juntos todos os caminhos,
De mãos dadas, lado a lado.
E então dançar diante da vida
Aos embalos de um rock.

Quero que a felicidade bata à sua porta,
Que esse seu sorriso dos seus vinte anos
Brilhe em nossos dias pela vida toda.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mania de Poetas

Mania de Poetas

Creio que os poetas têm mania de sentir o que outros poetas sentem. E de crer que os grandes poetas pensaram o que ele (o poeta em questão) também pensa. Acredito que os poetas têm fixação pelas idéias mirabolantes e pensamentos embaralhados de todos os poetas; pelas sensações furtivas e efêmeras que os poetas têm. Creio que os poetas sabem que são homens – homens poetas. 
Acima do chão, abaixo do céu.
Minha vontade é de caminhar.
Ir sem rumo certo, andar sem destino.
Chegar a um lugar que seja bom para olhar as estrelas.
Tudo o que preciso é da luz das estrelas como companhia
E do firmamento como abrigo.
Veni
Et
Vidi
Victor.
Poetizarce primum.
Ad poetizarem,
Post poetizarum. 
Sentir o peso do chumbo, o ardor gelado do metal
E ainda assim, ser levado pelos sussurros aos ouvidos:
Melodiosos, vêm como ondas etéreas,
 Vindo leves pelo ar, vêm de manso.
 Abraçam, te envolvem, tomam pelo braço e levam.
Repentinamente suspendem pelo âmago, te laçam.
Como enquanto ouvisse o acalanto do vento,
Qual o santo enlaçado ao tronco,
Sem mais, arpejaram-te pelo peito.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

9 versos para o mês 9


9 para 9

- Amor, abre a cortina.
Setembro está vindo,
o sol é radiante
e os ipês estão florindo.
A harmonia se afina,
A vida recomeça, tudo se anima.
Aproveitemos – setembro vem.
Chega imponente e deslumbrante.  
Amor abre a cortina, o dia está lindo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Jonas (Revived)


Jonas (revived)

Um dia, Jonas veio me contar
Sobre aquele velho tempo ido que não vem mais.
De quando ele cantava aquilo que tocava no seu coração.
E nas noites vagava triste, junto ao seu violão.

Mas quis a vida que o destino de Jonas seguisse outro caminho,
Com endereço prescrito.  
No amanhã, o futuro só hoje conhecido
Teria o nome e o telefone rabiscados num simples cartão.

Hoje, Jonas é um homem convicto
De que aquele mesmo destino
Fez dele um cara feliz.
E ele canta tudo isso com seu jeito sorridente,
Com uma alegria ascendente
De quem teve o que quis.

E também beija suas meninas
Com o brilho na retina de uma vida em vida em sol a pino.
Ele celebra os dias com um sorriso de menino
Que os ganhou de presente num pacote colorido,
Com fita, laço e cartão...  

domingo, 14 de agosto de 2011

26 de maio


Ei, velho! Você anda tão calado.
Já há bastante tempo a gente não conversa.
Eu sei, sou controverso e há bastante tempo estou mudado.
Sabe velho, sem você por perto o futebol não tem mais graça...
Sem você por perto o mundo às vezes pára
e o tempo assume estado nostálgico.
Esse aspecto saudosista vem à tona em qualquer coisa que eu faça.
Meu amigo, sente-se aqui ao meu lado.
Quer tomar um chá?
Estou lhe esperando para lavar o velho carro.
Ou irei lavá-lo só, com as lágrimas que eu derrubar?
26 de maio, desde então minhas lembranças vagam,
carregam minha dor a esmo, cavalgando um tordilho, um corcel.
Vou montar minha bicicleta e pedalar até o céu.
Velho, eu sinto falta de contar para algém aquilo que eu sei.
Você se foi e foi o homem da minha vida,
o homem que eu amei.
Ei velho! Estou muito abalado.
Vou acabar aqui nossa conversa
ou vou chorar. E tudo que agora eu disse estará arruinado. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011


[...]- Viva, Sr. Macedo, por onde tem andado que desapareceu?
Era o canário; estava parado junto a uma árvore. Imaginem como fiquei, e o que lhe disse. O meu amigo cuidou que eu estivesse doido; mas que me importavam cuidados de amigos?
Falei ao canário com ternura, pedi-lhe que viesse continuar a conversação, naquele nosso mundo composto de uma tela com barra de endereços, caixa de mensagens e ambiente branco e quadrilátero.
- Que tela? Que barras?
- O mundo, meu querido.
- Que mundo? Tu não perdes os maus costumes de professor. O mundo, concluiu solenemente, é um espaço infinito e azul, com barra de endereços por cima. Indignado, retorqui-lhe que, se eu lhe desse crédito, o mundo era tudo; até já fora uma rede social.
Rede social? trilou ele às bandeiras despregadas. Mas há mesmo redes sociais?[...]
Cesar A. Matos. Paródia de “Idéias do Canário”, de Machado de Assis. 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sobre o Amor

Sobre o Amor

Aprenda a diagnosticar o Amor:

O Amor não é algo que se possa tornar claro.
Tampouco é algo objetivo.
Houve supostos amores que não passaram de mera ilusão.
Por isso não nos aprecemos em identificar algo tão abstruso,
Inferindo sem rigor premissas muito frágeis.
Hipóteses facilmente falseáveis não darão conta deste tema
- quase uma quimera -
Que não poderá nunca ser simples – tenho percebido.

O Amor não é algo polido,
Não é sempre cintilante.
Por vezes, é pesado e dolorido.
Embora qualquer amor seja de valor inestimável
E seja extremamente importante,
Nem todo amor é bem agradecido.
Pelo que os sábios têm ensinado,
O Amor está dentre o que há de mais ininteligível.
Têm o descrito tão obscuro quanto o Espírito.
Estejam todos precavidos, sejam prudentes.
Ao lidar com o Amor tenham sempre cuidado.
Não há absoluta certeza sobre suas causas ou efeitos,
Físicos ou psíquicos – os cientistas têm dito.

Há amores que de tão breves são efêmeros.
Há amores banais e até mesmo amores vis.
Esteja atento ao escolher um deles.
Há amores que quase não podem ser esquecidos.
Ainda que seja um amor lamentável
- pelo que muitos têm narrado ter sentido.

Sobretudo e sem tardar, há que se advertir:
Por mais que seu amor seja muito bonito,
Por mais que seja exuberante e até gigantesco
- pelo que os poetas têm descrito –
Não se sabe se realmente há amor infinito.
 
Em dias de chuva também corre o destino.
O trovão é o passado da luz,
A tempestade é o presente do vento
E a sede não espera em vão o futuro das gotas.
Que bençãos precipitam dos céus?
Outrora vi dias afundarem nas poças.
Mas bençãos precipitam dos céus!
Em dias de chuva também corre o destino.
Hoje pula na poça, brincando e sorrindo diante do futuro.
Diante do porvir, Hoje é um alegre menino. 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Noite Sentimental

Noite Sentimental







Esta noite estou sentimental.

Hoje refleti sobre a vida, decidi o futuro,

Tive boas e más lembranças, me senti mais maduro.

Pensei sobre coisas de família e demais relações afetivas.

Talvez tenha me sentido mais velho.

Pessoas mais velhas julgam que jovens são extremamente sentimentais.

Ao que me parece, o sentimentalismo dos adultos é tanto mais consistente.

E isso denota que os mais velhos são bastante sentimentais.

Algumas pessoas – geralmente mais velhas e sentimentais –

Lêm regurlamente o horóscopo.

Hoje meu horóscopo me dizia coisas sobre bons sentimentos,

Bons acontecimentos e mais.

Tive boas emoções diante de um diagnóstico sentimental.

Esta noite as outras pessoas também estão sentimentais.

Algumas me parecem carentes.

Na maioria delas pude observar certa necessidade de compartilhar coisas passionais.

Todos nós envolvidos em memórias e paixões sedimentares.

Creio que hoje nos encontramos em estado sentimentalista.

E eu acometido de alguma comoção, venho a escrever esse poema.

Enfim, não sei se em função dos corpos celestes,

Se por causa do frio ou da Lua.

Eis uma noite sentimental.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Dia da Procrastinação

O dia da procrastinação. 
Dia daqueles em que tudo se adia.
Haverá pouco trabalho, a reunião foi adiada,
não haverá aulas talvez. 
Os amigos ficarão em casa.
Pelo telefone procuro a amada 
para contar que hoje tudo ficou para mais tarde.
O espaço parece desordenado.
O tempo letárgico corre lento como um samba desritmado.
Horas depois estarei em casa e vou dormir
que hoje tudo parece desalinhado.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010



Senti soprar um vento forte
tal qual o ar de uma noite de cristal, 
o que sobrou da luz do cosmos, 
luar gelado sobre um espelho de metal. 

A lua está enfeitada com um colar de estrelas.
A noite é minha companheira, é! 
O orvalho mostra a noite enamorada 
e uma calçada se faz cama aos meus pés.

Senti no corpo um peso grande
do ar pesado de uma noite de cristal,
brisa da noite para um ébrio errante
e um blues pulsante sob a lua tropical.

Se a lua está enfeitada com um colar de estrelas,
a noite é minha companheira, é! 
O orvalho mostra a noite enamorada 
e uma calçada se faz cama aos meus pés.

sábado, 27 de novembro de 2010

if your wings seems small (never you are late to learn fly away)

if your wings seems small (never you are late to learn fly away)

don't worry my friend,
if your wings seems small.
after all this way nor always goes down
and sometimes the sky are close to her hands.
if you really want, 
never you are late 
to learn to fly away.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Vários (múltiplos de um mesmo um)


Vários (múltiplos de um mesmo um)


Várias luzes de uma mesma lua.
Várias faces de uma mesma rua.
Várias fases, vários rumos de uma mesma história.
Vários beijos entre a minha boca e a sua.

Vários tempos de uma mesma nota.
Vários tons de uma mesma corda.
Várias notas de uma mesma música.

E de tudo mais que temos em comum, isto é pouco.

Vários pontos de um mesmo fuso.
Várias partes de uma mesma reta.
Várias retas de um mesmo ciclo.
Várias gotas de um mesmo copo.
Vários tombos de um mesmo corpo.
Várias pétalas de uma mesma rosa.

E de tudo mais que temos em comum, isto é pouco.
Posto que podemos ser apenas.

Várias cores de uma mesma tela.
Vários nomes de uma mesma letra.
Várias letras de uma mesma tecla.
Várias frases de uma mesma prosa.
Vários pontos de um mesmo conto.
Vários contos de um mesmo livro.
Vários coros de um mesmo canto.
Vários cantos de uma mesma sala.

E de tudo mais que temos em comum, isto é pouco.
Posto que podemos ser apenas múltiplos.

Várias pedras de um mesmo rio.
Vários rios de um mesmo fluxo.
Vários fluxos de uma mesma água.

E de tudo mais que temos em comum, isto é pouco.
Posto que podemos ser apenas
Múltiplos de um mesmo um.

                                                                                       Cesar Augusto Matos

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Since a long time, 
I'm still waiting. 
You're who can do me rise up or to fall. 
So come on, pretty baby! 
stand by my side
and be all mine for a long life. 

Just understand: I love you , Baby. 
Just understand: I want you , Baby.

Because I don't matter, 
I hope badly or better, 
get you now and later 
as my love maker. 
The time do me rise. 
The time do me fall.
The time is long, 
than it is small. 
Just understand: I love you , Baby. 
Just understand: I want you , Baby.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

MULTIPLICIDADE DOS CANTOS CONCEBIDOS SOBRE IMPRESSÕES À QUÁDRUPLA RAZÃO.

Multiplicidade dos Cantos Concebidos sobre Impressões à Quádrupla Razão
    (Bruno Silveira / Carlos Eduardo (Tucano) / Cesar Augusto (Zarce) / Victor Hugo)
 I

Cantos insoles
solenemente invadem meus ouvidos ébrios,
segundos psicodélicos.

Apenas o som cotidiano de um tempo passado,
vida que corre, que vai e que vira,
de repente desatina num compasso desritmado.
A vida auto-falante, de filtro amarelo, cabelo amarrado.
Ela sentida ao embalo de uma canção,
repentina vida
concebida no poema plural e sativo
que aos poucos vem, vindo a quatro mãos.

II

Peixes de rio
em nossos corpos descansam,
nas ondas de frequência
onde canta a voz etéria.
Corações jovens balançam, na mecânica matéria...

Temos um vislumbre aquoso de um encontro auspicioso.
Um instante, um mergulho aos olhos do espírito.
Um gole d'água, uma idéia em princípio.
Uma viagem em seu início no solstício da ilusão
e em cada parte forma-se a corrente,
conecta vinil e respira inspiração,
de idéia    em    idéia,
pensamento   em   pensamento,
faz-se a torrente. De pingo em pingo,
o clube na agulha faz um respingo.
Aretha fagulha no leito de um rio, 
um blues no coração colore a oração
de meus absurdos tímpanos mudos,
no vago sentido obscuro
de buscar o amor.

III

...Minha vida de fósforo folk
acende o mundo esta noite.
Meu dia é véu,
veneno de manto sem estrelas,
sem constelação ou vulva morena.
Costuro sem agulha meu coração banhado em éter,
lambe gilete e dispensa catéter...

(Remédio "Pra" Você) SINTAX 2000.® Poesia Prafrentechs™

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